Saúde

Raciocínio clínico na avaliação e intervenção na (dis)função respiratória de crianças

O fisioterapeuta deve ser capaz de planear uma intervenção adequada ao desenvolvimento sensório-motor da criança e ao seu contexto familiar e ambiental

Artigo escrito por Ana Alexandrino, fisioterapeuta especialista em pediatria respiratória e formadora da Master para o curso de Fisioterapia Respiratória em Pediatria


A fisioterapia respiratória em pediatria atua essencialmente na (dis)função respiratória de crianças, com os objetivos de promover a melhoria da relação ventilação/perfusão e otimizar o transporte de oxigénio. O papel do fisioterapeuta neste âmbito tem vindo a crescer, quer na intervenção nas principais condições clínicas respiratórias da criança, quer na promoção de saúde e educação dos cuidadores face à prevenção das infeções respiratórias, assim como o reconhecimento da sua importância no âmbito clínico.


É fundamental que o fisioterapeuta seja capaz de estabelecer e conduzir um raciocínio clinico diferenciado e fundamentado no modelo de transporte de O2, propondo um diagnóstico assertivo e individualizado, incluindo critérios da CIF (classificação internacional de funcionalidade). Também o rigor na definição de objetivos gerais e específicos, que sejam mensuráveis, alcançáveis, realistas e temporizados, e a sua estrita relação com o planeamento da intervenção, adequada ao desenvolvimento sensório-motor da criança e ao seu contexto familiar e ambiental, são importantes requisitos do fisioterapeuta.


Este curso básico pretende, assim, dotar os fisioterapeutas de competências específicas para a abordagem terapêutica da condição respiratória da criança, em contexto de ambulatório e/ou comunidade, estando alinhado com o Perfil do Fisioterapeuta Especialista em Cardiorrespiratória, proposto pelo GIFCR.


Será centrado num processo de raciocínio clínico baseado na melhor evidência clínica e científica atual, tendo por base o Modelo de transporte de O2. Incluirá a nova atualização da nomenclatura e interpretação da auscultação pulmonar, assente no novo paradigma do pulmão profundo, segundo Guy Postiaux, e incluirá estratégias dinâmicas de análise de casos clínicos, com recurso a áudios, vídeos e atividades interativas.


Terá um bloco realizado à distância, de forma a retirar o máximo partido da atenção do formando, no que diz respeito às bases da anátomo-fisiologia da criança e fisiopatologia das principais condições clínicas agudas e crónicas. Outro bloco será obrigatoriamente presencial, de forma a potenciar a demonstração e treino das principais habilidades inerentes às especificidades da avaliação e intervenção em fisioterapia respiratória pediátrica.


👉 3 Questões-chave sobre o curso de Fisioterapia Respiratória em Pediatria 


– Quais são os pressupostos que orientaram a criação desta formação?


Esta formação surgiu da necessidade de atualizar os conhecimentos do fisioterapeuta na área da fisioterapia respiratória pediátrica, uma vez que estamos a viver uma altura em que as disfunções respiratórias estão a ter um papel de grande destaque, assim como tem sido crescente a importância do fisioterapeuta neste âmbito. Para mais, estamos a assistir a uma evolução nos mecanismos de tomada de decisão do fisioterapeuta nesta área, principalmente com a atualização das estratégias de avaliação e intervenção, nomeadamente no que diz respeito à nova nomenclatura e interpretação da auscultação pulmonar, assente no novo paradigma do pulmão profundo, segundo Guy Postiaux.


Em traços gerais, como irá decorrer o curso e quais serão as competências adquiridos pelos formandos?


Este curso básico pretende promover as competências específicas dos formandos no que diz respeito à abordagem terapêutica da condição respiratória da criança, em contexto de ambulatório e/ou comunidade, estando alinhado com o Perfil do Fisioterapeuta Especialista em Cardiorrespiratória, proposto pelo GIFCR.

Será centrado num processo de raciocínio clínico baseado na melhor evidência clínica e científica atual, tendo por base o Modelo de transporte de O2.

Terá um bloco realizado à distância, de forma a retirar o máximo partido da atenção do formando, no que diz respeito às bases da anátomo-fisiologia da criança e fisiopatologia das principais condições clínicas agudas e crónicas. Outro bloco será obrigatoriamente presencial, de forma a potenciar a demonstração e treino das principais habilidades inerentes às especificidades da avaliação e intervenção em fisioterapia respiratória pediátrica


– De que forma esta formação se diferencia no mercado?


Este curso irá diferenciar a abordagem do fisioterapeuta no âmbito da fisioterapia respiratória pediátrica porque incluirá a nova atualização da nomenclatura e interpretação da auscultação pulmonar, assente no novo paradigma do pulmão profundo, segundo Guy Postiaux, o que possibilitará uma melhor capacidade de tomada de decisão, com base num raciocínio clinico estruturado e fundamentado no modelo de transporte de O2. Incluirá também estratégias dinâmicas de análise de casos clínicos, com recurso a áudios, vídeos e atividades interativas.

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