1ª Edição
Porto 4h Português

Sistema Imunológico e Exercício Físico

09 Nov 2019

Sistema Imunológico e Exercício Físico

Investimento

45€

ATÉ 9 DE SETEMBRO

Papel do sistema imunológico na resposta ao exercício

O exercício físico (ExF) induz um padrão de resposta imunológica e fisiológica similar à de muitos stressores físicos clínicos (e.g., cirurgia, trauma, queimadura e sepsis), com alterações metabólicas condicionadas pelo estado nutricional do sujeito. Nesta Masterclass conduzida por José Augusto Santos, professor jubilado da FADEUP, pretende estabelecer-se as implicações do ExF intenso e prolongado no sistema imune (SI), à luz de algumas implicações nutricionais.

DESTINATÁRIOS

Profissionais das Ciências da Saúde e do Exercício (tb. estudantes)

VAGAS

40 formandos

DATAS

09 Nov 2019

LIMITE DE INSCRIÇÃO

07 Out 2019

HORÁRIOS

9h00-13h00

sábado

LOCALIZAÇÃO

Hotel Black Tulip

Avenida da República, nº 2038

4430-195 Vila Nova de Gaia, Porto

COORDENADAS

Latitude: 41,1204304

Longitude: -8,6064404

FORMADOR

Portugal

José Augusto Santos

Exercício

Doutorado em Biologia do Desporto. Professor jubilado da FADEUP.

José Augusto Santos - Master Science Lab
O exercício físico (ExF) induz um padrão de resposta imunológica e fisiológica similar à de muitos stressores físicos clínicos (e.g., cirurgia, trauma, queimadura e sepsis), com alterações metabólicas condicionadas pelo estado nutricional do sujeito.

Parece que enquanto o ExF moderado apresenta um carácter protector do organismo quanto a um sem número de agressões, o ExF intenso e prolongado induz um efeito contrário, constituindo-se por vezes como factor inductor de várias patologias.

Nesta Masterclass conduzida por José Augusto Santos, professor jubilado da FADEUP, pretende estabelecer-se as implicações do ExF intenso e prolongado no sistema imune (SI), à luz de algumas implicações nutricionais.

A resposta imune é desencadeada por uma série de factores estranhos (imunogénios) que podem ser microrganismos (vírus, bactérias, fungos e parasitas), factores de crescimento tumoral, transplantação tecidular e alergénios.

De igual forma, o ExF pode ser considerado um stressor importante do SI, já que muitas das hormonas capazes de imunomodelação aumentam durante o exercício. Os focos inflamatórios induzidos pelo exercício físico são detonadores do SI provocando uma série de adaptações mais ou menos transitórias.

Embora os resultados sejam contraditórios, alguns estudos evidenciam o aumento da susceptibilidade às infecções das vias respiratórias superiores (URTI), induzidas pela imunodepressão provocada pelo ExF.

As alterações mais evidentes do SI induzidas pelo ExF dizem respeito ao aumento do número de leucócitos circulantes (leucocitose) que pode permanecer elevado durante mais de 24 horas.

Alterações do metabolismo e dos factores metabólicos contribuem para as alterações da função imune induzidas pelo ExF. Durante o ExF os fagócitos activados libertam elevado número de radicais livres de oxigénio e prostaglandinas que podem afectar o funcionamento dos linfócitos, bloqueando-lhes a função. Por isso, a suplementação nutricional com glutamina, carbohidratos, antioxidantes ou inibidores das prostaglandinas pode, em princípio, influenciar a função imune associada ao exercício.

Embora as células do SI obtenham a sua energia a partir do metabolismo da glucose, ficou comprovado que os linfócitos e macrófagos também utilizam a glutamina como substrato energético, e a uma taxa elevada. O músculo esquelético é o principal tecido envolvido na produção de glutamina, avançando-se mesmo a hipótese que este tecido desempenha um papel vital na utilização da glutamina pelas células imunes, pelo que durante o ExF intenso e prolongado, em virtude das exigências de glutamina de vários tecidos, pode ser induzido um défice de glutamina para as células do SI, afectando a função de linfócitos e monócitos.

Após exercício físico intenso e prolongado a concentração plasmática de glutamina diminui, e levanta-se a hipótese de baixos níveis de glutamina estarem relacionados com a síndroma de overtraining. No entanto, embora se verifique que a suplementação de glutamina anula o declínio da glutamina plasmática pós-exercício, não existe suficiente suporte para o facto de o declínio da função imune ser induzida pelos níveis plasmáticos de glutamina.

Vários estudos evidenciaram a ligação entre a taxa plasmática de glucose, o aumento das hormonas de stresse e o sistema imune. Embora elevadas taxas plasmáticas de glucose estejam relacionadas com uma menor libertação de cortisol e hormona de crescimento, e uma mais atenuada resposta do sistema imune ao ExF prolongado (menor fagocitose granulócita e monócita a que corresponde menor actividade do "burst" oxidativo e diminuição da resposta das citoquinas pro- e anti-inflamatórias), parece que a ingestão de carbohidratos não altera o declínio da função imune pós-exercício.

Como conclusão, podemos estabelecer que as alterações do sistema imune induzidas pelo exercício são múltiplas, e põem em jogo diversos factores endócrinos e metabólicos. Em termos nutricionais não podemos estabelecer nenhuma ligação profunda entre um dado nutriente e a resposta imune.

Défices nutricionais poderão agravar a resposta imune pós-exercício, já que um organismo nutricionalmente desequilibrado potenciará os eventuais focos de infecção no período denominado por Pedersen de "open window" subsequente ao exercício físico intenso e prolongado.

A tríade base do processo de treino desportivo (estímulo-carga, alimentação e repouso) deve ser equacionada em todas as vertentes, embora saibamos que a nível do treino de alto rendimento os desequilíbrios adaptativos podem induzir situações de fragilidade sistémica transitória que nenhuma prática nutricional pode combater em absoluto.

Ver Mais

Geral:
1. Compreender de que forma o exercício físico interage com o sistema imunológico à luz da tríade-base do treino desportivo ? estímulo/carga, alimentação, repouso.

Específicos:
1. Caracterizar o exercício físico como modulador positivo do sistema imune.
2. Caracterizar o exercício físico como modulador negativo do sistema imune.
3. Descrever a influência da nutrição e repouso na activação imunitária.
1. Sistema Imune
1.1. Imunidade Inata
1.2. Imunidade Adquirida
1.3. Componentes do Sistema Imune
1.3.1. Componentes Inatos
1.3.2. Componentes Adaptativos ou Adquiridos
1.4. Células do Sistema Imune
1.4.1. Tipos de Células Imunes
1.5. Mediadores solúveis de imunidade
1.5.1. Complemento
1.5.2. Citoquinas
1.5.3. Anticorpos ou Imunoglobulinas (Ig)
1.5.4. Lisozimas
1.6. Reconhecimento do antigénio pelas células T
1.6.1. Células apresentadoras de antigénio (APCs)
1.6.2. Complexo major de histocompatibilidade (MHC)
2. Sistema Imune e Exercício
2.1. Resposta Imune Aguda ao Exercício Exaustivo
2.2. Resposta Imune Crónica ao Treino de Endurance
3. Sistema Imune, Exercício e Nutrição
3.1. Papel dos Suplementos Nutricionais na Atenuação da Imunossupressão Induzida pelo Exercício
Sem informação
Certificado digital de frequência de formação profissional, de acordo com o decreto 35/2002, de 23 de abril.

Formação homologada pelo Instituto do Desporto e Juventude (IDP, I. P) para efeitos da renovação de cédula (PROCAFD/TEF e DT) com 0.8 Unidades de Crédito Presenciais.

Modo de pagamento

Totalidade

100%

na inscrição

Notas

Certificado + 0.8 UC (PROCAFD/TEF e DT)

José Augusto Santos

Licenciado em Educação Física e doutorado, com distinção e louvor, em Biologia do Desporto pela FADEUP. Sempre fiel à faculdade, especializou-se em Nutrição no Desporto e Treino Desportivo e foi desenvolvendo e dirigindo, ao longo dos anos, vários trabalhos científicos e pedagógicos relacionados com o desporto. É também autor e revisor de inúmeros livros e capítulos na sua área de especialização académica. Antes da sua jubilação em 2018, José Rodrigues dos Santos, era membro do conselho científico, docente e coordenador do 2.º Ciclo em Treino de Alto Rendimento Desportivo e dos gabinetes de Atletismo e Desportos Náuticos na reputada FADEUP. Foi membro do Senado da Universidade do Porto. Em paralelo com o percurso académico, traçou um percurso de relevo ligado desporto de alto rendimento. Atleta internacional de canoagem e futebol, foi também treinador e preparador físico.

Ver Mais

- Irás dominar os principais conceitos relacionados com o sistema imunológico.
- Irás compreender de que forma o tipo de exercício condiciona a resposta imune.
- Estarás apto a prescrever exercício de forma mais ajustada, mediante especificidades imunológicas de cada sujeito.
- Entenderás o exercício e o corpo humano de forma mais global, respeitando a sua complexidade.
CERTIFICAÇÕES E APOIOS
Certificado 1 - Master Science Lab
Certificado 2 - Master Science Lab

Formação Complementar

FORMADOR José Afonso Neves

Homologação IPDJ (1.6 UC). Variabilidade na resposta ao treino. Tipos de assimetrias. Assimetria e lesões. Mito da periodização e alternativas.

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