1ª Edição
Porto 8h Português

Exercício físico e diabetes mellitus

29 Jun 2019

Exercício físico e diabetes mellitus

Melhor preço

65€

ATÉ 29 DE ABRIL

95€A PARTIR DE 30 DE ABRIL

125€A PARTIR DE 14 DE MAIO

Portugal é o país europeu com a mais alta taxa de prevalência da diabetes mellitus

Em Portugal, estima-se que a diabetes mellitus afecte 13,3% da população com idades entre os 20-79 anos, das quais 44% desconhecem ter a doença. A adicionar a estes números existem cerca de 2 milhões de pessoas que são portadoras de hiperglicemia intermédia ou "pré-diabetes". Um programa que promova mudanças no estilo de vida, incluindo treino com exercício físico, diminui acentuadamente o risco de diabetes e de mortalidade para pessoas portadoras da doença.

DESTINATÁRIOS

Fisioterapeutas, osteopatas, enfermeiros, médicos, profissionais do exercício, técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica (tb. estudantes)

VAGAS

40 formandos

DATAS

29 Jun 2019

LIMITE DE INSCRIÇÃO

27 Mai 2019

HORÁRIOS

9h00-18h00

sábado

LOCALIZAÇÃO

Hotel Black Tulip

Avenida da República, nº 2038

4430-195 Vila Nova de Gaia, Porto

COORDENADAS

Latitude: 41,1204304

Longitude: -8,6064404

FORMADOR

Portugal

José Alberto Duarte

Exercício

Médico e professor catedrático na FADEUP

José Alberto Duarte - Master Science Lab
A prevalência da Diabetes Mellitus (DM) tem registado um aumento mundial [1], sendo actualmente considerada pela Organização Mundial de Saúde como a pandemia do século XXI, com previsões de poder atingir, nos próximos 20 anos, mais de 20% da população mundial.

Em Portugal, estima-se que a DM afecte 13,3% da população com idades entre os 20-79 anos, das quais 44% desconhecem ter a doença. A adicionar a estes números existem cerca de 2 milhões de pessoas que são portadoras de hiperglicemia intermédia ou "pré-diabetes". [2]

O relatório da OCDE sobre Saúde indicou Portugal como o País da Europa com a mais alta taxa de prevalência da doença. [2] O tratamento da doença e das suas complicações, representam cerca de 10% da despesa em saúde o que corresponde a cerca de 1% do PIB Nacional. [2]

A nível nacional a diabetes tem ainda um contributo significativo nas causas de morte, sendo correntemente responsável por mais de 4% das mortes das mulheres e mais de 3% das mortes nos homens. [2]

Um programa que promova mudanças no estilo de vida, incluindo treino com exercício físico, diminui acentuadamente o risco de diabetes e de mortalidade para pessoas portadoras da doença [1].

Nesta perspectiva, salienta-se a importância do trabalho interdisciplinar na prestação de cuidados ao diabético, sendo que todos os profissionais beneficiarão do conhecimento sobre fisiologia do exercício, razão da presente formação - Exercício físico e diabetes mellitus -, liderada pelo reputado José Alberto Duarte, médico e professor catedrático na FADEUP.

A evidência científica tem demonstrado progressivamente que a epidemia de diabetes tipo II está associada a níveis baixos de actividade física e a uma prevalência crescente de obesidade [3]. Em baixo, alguns efeitos metabólicos específicos [3]:

- Controlo da glicemia [4] - efeito benéfico consistente do exercício físico regular sobre o metabolismo dos carboidratos e sobre a sensibilidade à insulina.
- Prevenção de doenças cardiovasculares [5] - elevada probabilidade dos efeitos benéficos do exercício sobre o risco cardiovascular estarem relacionados com melhoria da sensibilidade à insulina.
- Hiperlipidemia - tem sido consistentemente demonstrado que o exercício físico regular é eficiente na redução dos níveis de colesterol VLDL.
- Hipertensão - há evidências que associam a resistência insulínica à hipertensão arterial em pacientes diabéticos.
- Obesidade - há uma quantidade expressiva de dados que sugerem que o exercício pode optimizar a redução e particularmente a manutenção do peso, quando utilizado em conjunto com um planeamento dietético com controlo calórico.

Desta forma, a importância de promover o exercício como uma componente fundamental das estratégias de prevenção e no tratamento do diabetes tipo II [5] deve ser encarada como prioridade.

Para indivíduos com diabetes tipo I, deve dar-se ênfase ao ajuste do regime terapêutico, de modo a permitir uma participação segura em todas as formas de actividade física compatíveis com as necessidades clínicas e objectivos do utente. [3]



[1] DORNAS, W. C.; OLIVEIRA, T. T.; NAGEM, T. J. Exercício físico e diabetes mellitus tipo 2. Arq. Ciênc. Saúde UNIPAR, Umuarama, v. 15, n. 1, p. 95-107, jan./abr. 2011.

[2] Programa Nacional para a Diabetes. Direção-Geral da Saúde. 2017.

[3] Diabetes mellitus e exercício. American College Of Sports Medicine E American Diabetes Association.

[4] Magalhães PM, Appell HJ, Duarte JA (2008). Involvement of advanced glycation end products in the pathogenesis of diabetic complications: The protective role of regular physical activity. Eur Rev Aging Phys Activity. 5(1):17-29.

[5] Nakhanakhup C, Moungmee P, Appell HJ, Duarte JA (2006). Regular physical exercise in patients with type II diabetes mellitus. Eur Rev Aging Phys Act. 3(1):10-19.

Ver Mais

- Conhecer a influência do exercício físico no tratamento da diabetes mellitus.
1. Glicemia e controlo glicémico
2. Alterações agudas com o exercício
3. Efeito do treino no controlo glicémico
4. Intolerância à glicose
5. Diabetes mellitus vs. diabetes insípida
6. Tipos e estádios clínicos
7. Obesidade e diabetes tipo II ? dados epidemiológicos
8. Complicações agudas e crónicas da doença
9. Produtos de glicação avançada
10. Pilares terapêuticos da doença
11. Papel preventivo e terapêutico do exercício físico
12. Exercício regular e controlo da doença
13. Precauções e recomendações
Sem informação
Certificado de frequência de formação profissional, de acordo com o decreto 35/2002, de 23 de abril.

Formação homologada pelo Instituto do Desporto e Juventude (IDP, I. P) para efeitos da renovação de cédula (PROCAFD/TEF e DT) com 1.6 Unidades de Crédito Presenciais.

Modo de pagamento

Totalidade

100%

na inscrição

Notas

Inclui coffee-break (água, chá e café) + certificado + 1.6 UC (PROCAFD/TEF e DT)

José Alberto Duarte

Médico e professor catedrático na FADEUP desde 2003. Publicou 217 artigos em revistas especializadas e 94 trabalhos em actas de eventos. Orientou 16 teses de doutoramento e co-orientou 9 nas áreas de Medicina Básica e Medicina Clínica. É editor de revistas internacionais conceituadas: Journal of Sports Medicine (IJSM) e Archives of Exercise in Health and Disease (AEHD). Membro do Conselho Editorial da European Review of Aging and Physical Activity (Springer). Membro do Conselho Editorial da "Revista Andaluza de Medicina del Deporte" (Elsevier). Membro do Conselho Editorial do Journal of the Sports Medicine Association of Greece. Membro do Conselho Editorial do Jornal Português de Ciências do Desporto.

Ver Mais

Em linha com as mais recentes publicações científicas, vais compreender que o exercício físico:
- Pode ser um instrumento terapêutico em utentes com diabetes ou com risco para o desenvolvimento da patologia.
- Poderá controlar os níveis de glicemia.
- Deve ser programado e adaptado à condição física e clínica do utente diabético, incluindo, sempre que possível, diferentes tipos de estímulos.
- Deverá incluir recomendações sobre o tipo, modo, duração, intensidade, frequência e progressão do exercício.
CERTIFICAÇÕES E APOIOS
Certificado 1 - Master Science Lab
Certificado 2 - Master Science Lab

Formação Complementar

FORMADOR José Alberto Duarte, Filipa Kendall

Homologação IPDJ (3.2 UC). Síndromes obstrutiva e restritiva. Função pulmonar: provas e avaliação. Reabilitação respiratória. Prescrição do exercício.

FORMADOR José Alberto Duarte

Homologação IPDJ (2.4 UC). Histologia. Fisiopatologia. Evidence-based. Programas de treino para aplicação clínica. Caquexia neoplásica.

FORMADOR José Alberto Duarte

Homologação IPDJ (2.4 UC). Miopatia do exercício. Adaptações agudas ao exercício. Reparação muscular esquelética. Alterações fenotípicas.

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