1ª Edição
Porto 15h Sem informação de idioma

Dor Crónica Miofascial e Sensibilização Espinal Segmentária. Integração da Matriz da Dor e Novas Estratégias de Tratamento

04 Fev 2017 - 05 Fev 2017

Dor Crónica Miofascial e Sensibilização Espinal Segmentária. Integração da Matriz da Dor e Novas Estratégias de Tratamento

A formação de maior destaque em Portugal na área da dor crónica e síndromes miofasciais associados

Esta formação combina apresentações didácticas com prática baseada em evidência de novas estratégias de avaliação e tratamento. Será explorado o papel que, os pontos gatilho miofasciais (PGM), a sensibilização segmentária espinal, a disfunção do sistema límbico e os achados físicos objectivos têm na avaliação e tratamento da dor crónica miofascial. Integrando o conhecimento fantástico que emerge da neurociência da dor de forma muito acessível, os formandos praticarão técnicas importantes de palpação e várias técnicas de punctura que permitirão um tratamento mais eficaz dos PGM e do segmento espinal sensibilizado.

DESTINATÁRIOS

Fisioterapeutas, Médicos, Osteopatas, Terapeutas ocupacionais (tb. estudantes)

VAGAS

0 formandos

DATAS

04 Fev 2017 - 05 Fev 2017

LIMITE DE INSCRIÇÃO

28 Nov 2016

HORÁRIOS

Sem informações
LOCALIZAÇÃO

Hotel Black Tulip

Avenida da República, nº 2038

4430-195 Vila Nova de Gaia, Porto

COORDENADAS

Latitude: 41,1204304

Longitude: -8,6064404

FORMADOR

Estados Unidos

Jay P. Shah

Procedimentos invasivos

Médico de Harvard Medical School (EUA)

Jay P. Shah - Master Science Lab
Conheces as técnicas mais eficazes para dessensibilizar o segmento espinal implicado num síndrome miofascial? Sabes determinar com objectividade se as manifestações físicas da sensibilização espinal segmentar foram resolvidas com a estratégia que implementou? Sabes de que forma se relaciona a dor crónica com a alteração da matriz da dor? Sabes que se falarmos em ponto gatilho miofascial, dor crónica e punção seca tem que perceber o que é a sensibilização espinal segmentária? Conheces o papel do sistema límbico nas disfunções miofasciais? Conheces a punção seca segmentária? Quando pensas num ponto gatilho sabes que deves desactivar esse ponto, por exemplo, com punção seca, mas deves também dessensibilizar o segmento espinal associado e neuro-modular a disfunção sub-cortical associada? Sabes como?

Se a tua resposta foi "não" a praticamente todas as questões que fizemos e, sabendo de antemão que a generalidade dos teus pacientes apresentam queixas de duração importante e na esmagadora maioria dos casos com associação de disfunções miofasciais, afirmamos sem rodeios de que ainda não adquiriste informação pertinente/actual sobre síndromes miofasciais e todas as estratégias mais recentes de avaliação e intervenção.

Está na hora de abandonar conceitos obsoletos e inapropriados.

E para cumprirmos com este aspecto, trazemos a Portugal informação que, por vezes, parece tão distante e apenas ao alcance de super universidades. Convidamos um médico, Dr. Jay Shah, professor de Harvard (EUA), que é actualmente uma das maiores autoridades mundiais quando o tema é precisamente dor crónica, síndromes miofasciais e novas estratégias de avaliação e tratamento.

O Dr. Jay Shah é tido como uma mente brilhante e foi premiado pela American Academy of Pain Management e pela National Association of Myofascial Trigger Points Therapists pela excelência dos resultados clínicos que apresenta e investigação científica que realiza. Dr. Jay Shah utilizou técnicas únicas de microanálise e imagens ecográficas que lhe permitiu descobrir o impactante meio bioquímico e propriedades viscoelásticas dos pontos gatilho miofasciais e de todos os tecidos circundantes. Consequentemente conseguiu perceber com um rigor extremo a melhor forma de avaliar e tratar pontos gatilho miofasciais/síndromes miofasciais.

Esta formação combina apresentações didácticas com prática baseada em evidência de novas estratégias de avaliação e tratamento. Será explorado o papel que, os pontos gatilho miofasciais (PGM), a sensibilização segmentária espinal, a disfunção do sistema límbico e os achados físicos objectivos têm na avaliação e tratamento da dor crónica miofascial.

Integrando o conhecimento fantástico que emerge da neurociência da dor de forma muito acessível, os formandos praticarão técnicas importantes de palpação e várias técnicas de punctura que permitirão um tratamento mais eficaz dos PGM e do segmento espinal sensibilizado.

A Sensibilização Segmentária Espinal (SSS) representa um estado de hiperactivação do corno posterior da medula causado pelo bombardeamento de impulsos nociceptivos. Os PGM estão frequentemente associados a um estado de sensibilização e à persistente presença de estímulos nociceptivos, o que resulta na SSS e dor crónica miofascial. Adicionalmente, alterações nas estruturas subcorticais e disfunção das vias inibitórias descentes geram anormalidades do tecido somático (ex: alteração da textura do tecido mole, tender points, etc) e induzem alterações no estado de espírito e qualidade do sono do paciente. Em ambos os casos as manifestações típicas de um segmento espinal sensibilizado incluem alodinia/hiperalgesia no dermatoma, sensibilidade aumentada no esclerotoma e a presença de PGM com o miótoma associado comprometido.

Estas manifestações que ocorrem nos pacientes de forma objectiva e reprodutível permitem que o profissional identifique o(os) segmento espinal a ser tratado. Estratégias não farmacológicas como a punção seca, acupunctura e técnicas de estimulação eléctrica serão discutidas e demonstradas na prática. Estas técnicas têm como objecitvo desactivar os PGM, dessensibilizar o segmento espinal associado e neuro-modular a disfunção sub-cortical existente, garantindo assim resultados mais eficazes e duradouros numa variedade enorme de condições dolorosas do sistema músculo-esquelético.

A não perder!

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Objectivos gerais:
1. Melhorar o conhecimento sobre dor crónica músculo-esquelética e os processos neurofisiológicos implicados.
2. Identificar dados físicos objectivos sugestivos de sensibilização espinal segmentária (SSS).
3. Realizar técnicas específicas de punção e outras modalidades terapêuticas para dessensibilizar o segmento espinal implicado.
4. Aprender a determinar objectivamente se as manifestações físicas de SSS foram erradicadas com o tratamento clínico efectuado.

Objectivos específicos:
1. Conhecer a neurobiologia específica associada à dor muscular e a interacção dinâmica dos nociceptores musculares e bioquímicos endógenos na iniciação, amplificação e perpetuação da sensibilização periférica e central.
2. Distinguir PGM activos de PGM latentes e identificar os padrões de dor usualmente identificados na prática clínica.
3. Demonstrar que PGM activos têm níveis elevados de mediadores inflamatórios, neuropeptídeos, catecolaminas e citocinas - substâncias conhecidas por estarem associadas com a inflamação, sensibilização, comunicação inter-celular e estados de dor persistente.
4. Perceber que altos níveis de aferências nociceptivas, inflamação neurogénica, importante amplitude dinâmica neuronal, estruturas sub-corticais (por ex. sistema límbico) e vias descendentes inibitórias disfuncionais detêm um papel vital na sensitização muscular, cronificação de dor, inter-accções somato-viscerais e achados físicos reprodutíveis como alodinia, hiperalgesia e padrão de dor referida.
5. Delinear uma hipótese para a dor miofascial enquanto estado complexo de disfunção neuro-muscular que envolve simultaneamente factores periféricos e centrais.
6. Introduzir novas aplicações de ultra-som para visualizar PGM e medir as suas propriedades de rigidez e fluxo sanguíneo local.
7. Demonstrar que PGM no trapézio superior são mais rígidos do que no tecido circundante e que PGM activos podem ser distinguidos de PGM latentes pelo fluxo sanguíneo de alta resistência e maior área de superfície.
8. Demonstrar que a punção seca de PGM dolorosos leva a uma diminuição significativa na rigidez muscular.
9. Utilizar o ultra-som como ferramenta para mensurar, de forma objectiva e repetida, a punção seca.
10. Perceber que a dor muscular activa preferencialmente estruturas do sistema límbico, fornecendo uma base neuro-fisiológica para o aumento da ansiedade, medo e stress.
11. Discutir a interacção dinâmica da integração viscero-somática e somato-visceral e a facilitação medular no corno dorsal.
12. Identificar as manifestações físicas da sensibilização espinal segmentária e as suas relações com o miotoma, dermatoma e esclerotoma, observadas na dor crónica miofascial.
13. Estruturar um protocolo de tratamento apropriado (p. ex. punção seca, técnicas de estimulação eléctrica, etc.) para dessensibilizar os segmentos envolvidos, eliminar PGM crónicos e aliviar a disfunção e dor crónica miofascial.

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- Introdução
- O papel dinâmico da sensibilização na dor neuro-músculo-esquelética: entrar na Matriz
- Pontos-gatilho miofasciais e a neurobiologia da dor muscular: da sensibilização periférica à sensibilização central
- Prática: Pontos-gatilho miofasciais (PGM) mais comuns e respectivos padrões de dor referida ? técnicas de palpação muscular
- Microdiálise In-vivo. Estudo do meio bioquímico associado aos PGM
- Relação entre as substâncias bioquímicas associadas à dor e inflamação e a sua localização (próximas ou distantes ao PGM)
- Punção seca, PGM e dor miofascial
- Prática: técnicas de punção seca para desactivar PGM activos

Dia 2:
- Revisão/ discussão do dia 1
- Facilitação medular, reflexos somato-viscerais/viscero-somáticos e dor neuro-músculo-esquelética.
- Diagnóstico clínico de um segmento sensibilizado recorrendo à anatomia de superfície e técnicas de palpação: Qual o impacto da dor crónica miofascial?
- Prática: técnicas de palpação e instrumentos de diagnóstico de dor miofascial
- Dor crónica, tender points e fibromialgia. Existe ou não relação?
- Tecnologia Ultra-sónica. Novas metodologias para visualização e caracterização dos PGM e tecidos moles circundantes
- Neuromodular a matriz da dor: punção seca, acupuntura e técnicas de electroestimulação para dessensibilizar o segmento espinal envolvido e desactivar os PGM
- Prática: técnicas de punctura e outras modalidades médico-físicas
- Encerramento: síntese/discussão/esclarecimento de dúvidas

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Sem informação
Certificado de frequência de formação profissional, de acordo com o decreto 35/2002, de 23 de abril.

Modo de pagamento

Totalidade

100%

na inscrição

Faseado

50%
na inscrição
50%
até 27.01.2017

Jay P. Shah

Professor da Harvard Medical School’s – New York Medical College na especialidade “Structural Acupuncture for Physicians”, este médico fisiatra e investigador clínico no Departamento de Medicina de Reabilitação do Instituto Nacional da Saúde em Maryland (EUA), foca os seus interesses académicos na fisiopatologia da dor miofascial e na integração de técnicas de medicina física com abordagens complementares promissoras no tratamento da dor e disfunção neuro-músculo-esquelética. Jay P. Shah e os seus co-pesquisadores utilizaram técnicas de microanálise e imagens ecográficas para possibilitar a descoberta do meio bioquímico e das propriedades viscoelásticas de pontos-gatilho miofasciais e dos tecidos moles circundantes. Este prestigiado formador é ainda presença assídua em inúmeros eventos científicos internacionais que abordam a temática da dor crónica, dor miofascial, técnicas de acupuntura e outros tópicos relacionados. As suas apresentações integram o conhecimento fascinante que emerge dos estudos científicos sobre a dor, com o objectivo de melhorar a avaliação e a gestão de abordagens para a dor e disfunção músculo-esquelética. Em 2010, Jay P. Shah, foi seleccionado pela American Academy of Pain Management (AAPM) como o vencedor do Prémio Janet Travell Clinical Pain Management pela excelência demonstrada na prática clínica e, em 2012, recebeu, pela National Association of Myofascial Trigger Point Therapists, o prémio David G. Simons pela excelência em investigação científica.

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1. Aprender importantes habilidades palpatórias e como identificar dados físicos objectivos sugestivos de sensibilização segmentária espinal (SSS) nos pacientes com dor crónica.
2. Conteúdos muito actuais decorrentes do ensino e investigação permanente em dor miofascial.
3. Adquirir conhecimento especializado com um dos nomes de maior prestígio internacional no âmbito da dor miofascial, Prof. Dr. Jay P. Shah, professor universitário na Escola de Medicina de Harvard, em Nova Iorque (EUA), e no Instituto Nacional da Saúde, em Maryland (EUA).
CERTIFICAÇÕES E APOIOS
Certificado 1 - Master Science Lab

Formação Complementar

1254€

Método Pold de Terapia Manual

18 Out - 15 Dez 2019 90h Porto

Método Pold de Terapia Manual

FORMADOR Ricardo Amorim, Juan López Díaz

C/ criador do Método POLD + 1.º instrutor europeu do International POLD Institute. Técnicas cutâneas, sub-cutâneas, fasciais, musculares e articulares.

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