1ª Edição
Porto 4h Português

Tendinopatias - Estratégias no Tratamento e Prevenção

15 Jun 2019

Tendinopatias - Estratégias no Tratamento e Prevenção

Tendinites. Tendinoses. Tenossinovites. Confuso? É normal.

A classificação da tendinopatia permanece mal-esclarecida e apesar da existência de uma miríade de tratamentos, a evidência que suporta a sua eficácia é escassa. Marta Massada, médica especialista em Medicina Desportiva, vai levantar a dúvida, questionar a abordagem tradicional e levar o conhecimento da tendinopatia mais além.

DESTINATÁRIOS

Profissionais das ciências da saúde e do desporto (tb. estudantes)

VAGAS

40 formandos

92% Completo
37

DATAS

15 Jun 2019

LIMITE DE INSCRIÇÃO

13 Jun 2019

HORÁRIOS

9h00-13h00

sábado

LOCALIZAÇÃO

Hotel Black Tulip

Avenida da República, nº 2038

4430-195 Vila Nova de Gaia, Porto

COORDENADAS

Latitude: 41,1204304

Longitude: -8,6064404

FORMADOR

Portugal

Marta Massada

Exercício

Médica especialista em Medicina Desportiva

Marta Massada - Master Science Lab
A classificação da tendinopatia permanece mal-esclarecida e muitas vezes os termos são mal empregues ou generalizados. A tendinopatia é a alteração tendinosa mais frequente e diz respeito às condições dolorosas do tendão ou das estruturas que o circundam, usualmente em resposta à sobrecarga. É caracterizada por dor relacionada com a actividade (dor mecânica), dor ou hipersensibilidade focal e diminuição da força e da mobilidade da área afectada.

Apesar da existência de uma miríade de tratamentos, a evidência que suporta a sua eficácia é escassa.

A razão para o anterior prende-se com a falta de conhecimento claro acerca da sua patogénese. Senão vejamos, a título de exemplo: do pouco que vamos sabendo é que, de acordo com a investigação na ciência básica, nomeadamente nas características histológicas do tendão afectado, é que pouca ou nenhuma inflamação ocorre nestas condições. E a abordagem tradicional passa, inevitavelmente pelo tratamento anti-inflamatório.

Mais confuso? Excelente. O objectivo desta Masterclass é mesmo esse.

Marta Massada, médica especialista em Medicina Desportiva, vai levantar a dúvida, questionar a abordagem tradicional, levar o conhecimento da tendinopatia um pouco mais além, tentando, por exemplo, enfatizar não só as contribuições locais, mas também as contribuições centrais não só na patogénese desta condição, como no seu tratamento e prevenção; perceber os conceitos de neuroplasticidade e as possíveis intervenções que daí advêm.

Há muito que não sabemos acerca da tendinopatia. Mas há verdades que são inalienáveis e que clínicos, treinadores, atletas e pacientes, têm de conhecer. E, alicerçados nelas, definir estratégias.

Essas verdades são:
1. A tendinopatia não melhora com o descanso.
2. Não há evidência que suporte a inflamação como a causa de dor/disfunção.
3. A tendinopatia pode ser causada por muitos factores de risco diferentes.
4. O tratamento mais eficaz para a tendinopatia é o exercício. Isto é ciência baseada na evidência. O tendão tem de sofrer carga para desenvolver tolerância à mesma.
5. A modificação dos padrões de carga é fundamental. E há muitas formas de fazer isto (sem passar pela paragem desportiva).
6. A aparência nos meios imagiológicos de diagnóstico pode não ter correlação directa com a sintomatologia. Muitas vezes indivíduos assintomáticos têm patologia importante.
7. A tendinopatia raramente melhora a longo-prazo apenas com tratamentos passivos.
8. O tratamento (e o exercício) tem de ser moldado aos factores individuais. Os atletas, os pacientes, não são rebanhos.
9. A tendinopatia responde lentamente. Haja paciência para resistir a alternativas "rápidas" (infiltrações, cirurgias). Diz a sabedoria popular que a ?quem troca caminhos por atalhos, não lhe faltam trabalhos?. E assim é.
10. Sabemos que nada sabemos. Mas é na discussão, no "brain storming", na ciência básica, que chegaremos mais longe.

Contamos contigo!

Ver Mais

1. Entender a patogénese da tendinopatia.
2. Compreender os efeitos da carga na estrutura tendinosa.
3. Conhecer aspectos pertinentes da neurofisiologia na tendinopatia.
4. Desenvolver um processo de raciocínio que identifique os factores individuais e adapte as estratégias de tratamento.
5. Perceber a tendinopatia como a variedade de condições dolorosas que ocorrem no tendão e nas estruturas que o circundam como resposta à sobrecarga.
6. Conhecer as alterações histopatológicas associadas com a tendinopatia, nomeadamente a desorganização do colagéneo, o aumento da celularidade e a ausência de inflamação.
7. Reconhecer a perda das propriedades mecânicas associada à tendinopatia.
8. Compreender que correntemente não há um tratamento único que se prove eficaz.
9. Entender a intervenção unimodal, focada no tecido periférico, como insuficiente na abordagem das complexas adaptações corticoespinais e neuromusculares associadas com a dor persistente.
10. Desenhar um plano de intervenção e tratamento para a tendinopatia. Perceber o conceito de neuroplasticidade.
11. Desenvolver estratégias de prevenção e identificação do atleta em risco.

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1. Introdução: o que é a tendinopatia e porque acontece?
2. Factores de risco.
3. Dor tendinosa: o papel das contribuições locais e centrais.
- O que sabemos dos condutores nocicetivos locais?
- Contribuições corticoespinais para a dor e (dis)função do tendão.
4. A adaptação do tendão à (sobre)carga.
5. Há tratamento para a tendinopatia?
6. TNT (tendoneuroplastic training) - a mistura explosiva entre o treino de força e a neuroplasticidade.
7. Screening e prevenção da tendinopatia no atleta: qual a evidência?
Sem informação
Certificado digital de frequência de formação profissional, de acordo com o decreto 35/2002, de 23 de abril.

Formação homologada pelo Instituto do Desporto e Juventude (IDP, I. P) para efeitos da renovação de cédula (PROCAFD/TEF e DT) com 0.8 Unidades de Crédito Presenciais.

Modo de pagamento

Totalidade

100%

na inscrição

Notas

Certificado + 0.8 UC (PROCAFD/TEF e DT)

Marta Massada

Médica especialista em Medicina Desportiva. Desde 2009, integra o Departamento Médico da Federação Portuguesa de Voleibol (FPV), onde é responsável pelo acompanhamento clínico das Selecções Nacionais Femininas e pelo Gabinete de Estudo e Prevenção das Lesões no Voleibol. É médica acreditada pela Federação Internacional de Voleibol. Desenvolve actividade clínica frequente junto do Leixões Sport Clube e Atlético Voleibol Clube. Da sua actividade científica no âmbito da Ortopedia e da Medicina Desportiva destaca-se a participação em vários congressos, cursos e reuniões científicas. É co-autora do livro Injuries and Health Problems in Football (What Everyone Should Know) (2018) e do livro The Knee: Reconstruction, Replacement, and Revision (2012). É membro convidado do Editorial Board do Journal of Sports Medicine and Doping Studies. É aluna de Doutoramento em Ciências do Desporto na FADEUP. É docente convidada no mestrado em Treino Desportivo do ISMAI, no mestrado em Treino Desportivo da Escola Superior de Desporto e Lazer - IPVC e no Ciclo de Estudos Superiores (CTeSP) em Treino Desportivo de Jovens, do IPMaia, UP. Colabora ainda no Mestrado em Educação Física da FADEUP. É membro da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia e da European Society for Sports Traumatology, Knee Surgery and Arthroscopy (ESSKA).

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A tendinopatia continua a parasitar os nossos pacientes. São incapacitantes e impedem que atinjamos objectivos atléticos e/ou pessoais pela persistência da incapacidade e da dor e pela dificuldade em tratar ambas. O conhecimento aprofundado da ciência básica e da patofisiologia é o caminho para um melhor entendimento desta condição. Por outro lado, os conceitos de neuroplasticidade, para além de extremamente interessantes, permanecem por esclarecer. A intervenção multimodal, focada não só nos aspectos locais do tecido, mas também nas questões centrais, tem demonstrado de forma cabal resultados promissores. E lógicos. Assim, são mais do que três, as razões para frequentares esta Masterclass, mas fica com as 4 principais:
1. Serás capaz de esclarecer a discrepância na classificação das desordens tendinosas.
2. Vais conhecer o papel do cérebro no controlo motor e na adaptação, desadaptação e readaptação do tendão à carga.
3. Entenderás as alterações locais e centrais que causam e perpetuam a disfunção e a dor e, naturalmente, saberás como abordar estas alterações, criando um plano de intervenção dirigido ao indivíduo e às suas especificidades.
4. Identificarás os factores de risco e saberás actuar sobre eles. Prevenção como forma de maximizar desempenhos e impedir a disfunção.

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CERTIFICAÇÕES E APOIOS
Certificado 1 - Master Science Lab
Certificado 2 - Master Science Lab

Formação Complementar

219€

Neurofisiologia do Movimento

6 Jun - 7 Jun 2020 16h Porto

Neurofisiologia do Movimento

FORMADOR Tiago Rocha

Homologação IPDJ (3.2 UC). Psicomotricidade. Desenvolvimento Postural. Aprendizagem Motora. Treino Funcional. Estruturas do Movimento. Fáscia.

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