1ª Edição
Porto 14h Português

Comunicação e Respectivas Perturbações

23 Nov 2019 - 24 Nov 2019

Comunicação e Respectivas Perturbações

Melhor preço

149€

ATÉ 23 DE SETEMBRO

179€A PARTIR DE 24 DE SETEMBRO

209€A PARTIR DE 8 DE OUTUBRO

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Existirão realmente perturbações da comunicação ou, antes, "quebras" ou "falhas" no processo comunicativo?

De que se fala quando se fala em comunicação? E quando se fala em dificuldades na comunicação? Quando referimos perturbações graves da comunicação, sobre que falamos? Sobre quem falamos? Quem lança as perguntas é João Canossa Dias, Terapeuta da Fala, por formação, e fascinado com a complexidade do fenómeno da comunicação humana, por vocação. Confiando que todos têm uma "voz" e que mesmo "pessoas com graves dificuldades têm mensagens importantes", os parceiros de comunicação devem estar preparados para "usar uma variedade de recursos para facilitar a comunicação".

DESTINATÁRIOS

Terapeutas da Fala, Terapeutas Ocupacionais, Fisioterapeutas, Psicólogos, Psicomotricistas e Docentes

VAGAS

30 formandos

DATAS

23 Nov 2019 - 24 Nov 2019

LIMITE DE INSCRIÇÃO

21 Out 2019

HORÁRIOS

9h00-18h00

sábado

9h00-16h00

domingo

LOCALIZAÇÃO

Hotel Black Tulip

Avenida da República, nº 2038

4430-195 Vila Nova de Gaia, Porto

COORDENADAS

Latitude: 41,1204304

Longitude: -8,6064404

FORMADOR

Portugal

João Canossa Dias

Métodos complementares e de diagnóstico

Terapeuta da Fala. Especialista em Perturbações e Processos Complexos de Comunicação

João Canossa Dias - Master Science Lab
De que se fala quando se fala em comunicação?
E quando se fala em dificuldades na comunicação?
Quando referimos perturbações graves da comunicação, sobre que falamos? Sobre quem falamos?

Quem lança as perguntas é João Canossa Dias, Terapeuta da Fala, por formação, e fascinado com a complexidade do fenómeno da comunicação humana, por vocação.

O conceito de perturbação da comunicação é tão complexo e abrangente que, de acordo com a American Speech-Language-Hearing Association (ASHA), engloba qualquer dificuldade na recepção, envio, processamento e/ou compreensão de informação, através de comportamentos verbais e/ou não-verbais.

De acordo com esta perspectiva, uma perturbação da comunicação pode variar desde situações ligeiras até incapacidades profundas, podendo ser de natureza orgânica ou funcional, congénita ou adquirida, primária ou secundária; neste último caso, quando resultante de outra condição (ASHA, 1983, citado em ASHA, 2011).

Esta não é, contudo, a única forma de conceptualizar estas dificuldades. Dowden (1999; em Blackstone & Berg, 2012), por exemplo, distingue três grupos de comunicadores, relacionando as suas capacidades de comunicação expressiva com a necessidade de apoio provenientes do contexto.

Utilizando estas capacidades como critérios diferenciadores, o autor define os grupos de:
- Comunicadores Emergentes, integrando pessoas que ainda não recorrem a formas simbólicas de expressão;
- Comunicadores Dependentes do Contexto, englobando indivíduos que conseguem comunicar determinadas mensagens, em contextos específicos e na interacção com certos parceiros;
- Comunicadores Independentes, com a capacidade de comunicar qualquer mensagem, a qualquer parceiro e em qualquer contexto.

Perspectivando comunicação e respectivas perturbações de forma interligada com os contextos, Sarah Blackstone e Mary Berg (2012) relembram que os parceiros de comunicação são cruciais em qualquer interacção, reiterando que, na primeira infância, são estas pessoas mais próximas que reforçam e constroem sobre as tentativas de comunicação das crianças. Da mesma forma, parceiros de comunicação familiares podem assumir um papel preponderante junto de pessoas com dificuldade em produzir um discurso inteligível, cocriando trocas comunicativas com sucesso e enriquecedoras para todos os envolvidos.

Pode, então, afirmar-se que necessidades complexas de apoio ao nível da comunicação podem estar presentes, mas que uma perturbação da comunicação pode não existir, dependendo dos parceiros a coconstruir a interação.

Redefinindo o conceito de comunicação à luz da perspectiva dialógica, pode afirmar-se que se trata do processo de duas ou mais pessoas que trabalham em conjunto e coordenam as suas acções em resposta uma à outra e ao contexto (Bunning, 2009), enfatizando a natureza activa deste fenómeno entre os parceiros, dentro de um contexto comunicativo específico.

Existirão realmente perturbações da comunicação ou, antes, "quebras" ou "falhas" no processo comunicativo?

Serão as "quebras de comunicação" indicadores da patologia ou eventos naturais, gerados colectiva e reciprocamente, como resultado da "não partilha" momentânea entre os parceiros envolvidos?

Será o fim ou insucesso da comunicação quando os parceiros atravessam períodos em que não se compreendem entre si ou será que surgem daqui oportunidades para negociar novos significados, desenvolver estratégias e implementar novos recursos para aumentar a comunicação?

Biklen e Burke (2006) declaram que presumir competência, não obstante uma deficiência e dificuldades relevantes possam estar presentes, representa o compromisso de promover contextos inclusivos, acreditar na agência comunicativa de qualquer pessoa e assegurar a participação plena nos seus contextos de vida.

Confiando que todos têm uma "voz" e que mesmo "pessoas com graves dificuldades têm mensagens importantes", os parceiros de comunicação devem estar preparados para "usar uma variedade de recursos para facilitar a comunicação" (Whitehurst, 2006, p. 55).

E tu? Sentes-te preparado/a? Se tens curiosidade sobre estes temas e gostarias de reciclar conhecimentos, reflectir atitudes e reforçar capacidades comunicativas, este evento destina-se a ti.


Referências Bibliográficas:
- American Speech-Language-Hearing Association (2011). Speech-language pathology medical review guidelines. Acedido em: 9, Junho, 2013
- Blackstone, S. & Berg, M. (2012). Social Networks. A Communication Inventory for Individuals with Complex Communication Needs and their Communication Partners. Verona: Attainment Company, Inc.
- Biklen, D. & Burke, J. (2006). Presuming competence. Equity and Excellence in Education. 39, 166-175.
- Bunning, K. (2009). Making sense of communication. In Palwyn, J. & Carrnaby, S. (Eds.) Profound Intellectual Multiple Disabilities: Nursing Complex Needs. Oxford: Wiley-Blackwell. pp.46-61
- Whitehurst, T. (2006). Liberating silent voices - perspectives of children with profound & complex learning needs on inclusion. British Journal of Learning Disabilities. Nº 35, 55-61.

Ver Mais

1. Reconceptualizar os conceitos de comunicação e perturbação da comunicação.
2. Capacitar para a avaliação da comunicação considerando a pessoa, os parceiros e o processo.
3. Praticar e reflectir sobre abordagens e estratégias para a promoção do sucesso de trocas comunicativas e desenvolvimento de competências comunicativas e linguísticas.
1. Perfis Complexos de Comunicação - uniformização de conceitos

2. Impacto das dificuldades na interação/comunicação no desenvolvimento da linguagem e na aprendizagem

3. Avaliação do Processo Comunicativo: Pessoa, Parceiro e Processo

4. Ferramentas e estratégias para avaliação nas áreas da participação, comunicação e linguagem:
(i) Análise de vídeo
(ii) Inventory of Potential Communicative Acts
(iii) Communication Matrix
(iv) Communication Supports Inventory
(v) Social Networks
(vi) Outros instrumentos e estratégias

5. Atitudes e estratégias gerais para promover o desenvolvimento de competências comunicativas e linguísticas;

6. Abordagens e recursos para a intervenção nas áreas da participação, comunicação, linguagem:
(i) Intervenção baseada em rotinas
(ii) Abordagem centrada em atividades
(iii) Programas de educação parental e formação de cuidadores
(iv) Passaportes para a Comunicação
(v) Metodologias para intervenção ao nível da interação e comunicação pré-verbal
(vi) Estratégias e recursos para a intervenção com recurso à comunicação aumentativa e acessível

8. Oportunidades para a comunicação espontânea

9. O valor da autorrepresentação para pessoas com dificuldades na comunicação

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Sem informação
Certificado de frequência de formação profissional, de acordo com o decreto 35/2002, de 23 de abril.

Modo de pagamento

Totalidade

100%

na inscrição

Faseado

50%
na inscrição
50%
até 15.11.2019

Notas

Coffee-break (café, água e chá) + certificado

João Canossa Dias

Terapeuta da fala, por formação, e fascinado com a complexidade do fenómeno da comunicação humana, por vocação. Formado pela Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Porto, aprofunda estudos na Universidade de Coimbra, na área das Ciências da Educação, e na Rijksuniversiteit Groningen, no domínio das Perturbações e Processos Complexos de Comunicação. Experiência profissional em contexto hospitalar, clínico, escolar e institucional. Exerce funções na ARCIL, organização onde é terapeuta da fala e director técnico de reabilitação. Colabora como formador, consultor, supervisor e autor de material didáctico a nível nacional e internacional. É membro do Departamento de Linguagem da Sociedade Portuguesa de Terapia da Fala.

Ver Mais

- Vais aumentar a qualidade das trocas comunicativas que constróis com pessoas com perfis complexos de comunicação.
- Vais melhorar a forma como comunicas com cuidadores sobre comunicação e perturbações da comunicação.
- Conseguirás reflectir e conhecer diferentes estratégias e abordagens para intervir ao nível da comunicação pré-verbal e comunicação aumentativa.
CERTIFICAÇÕES E APOIOS
Certificado 1 - Master Science Lab

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